Resposta rápida: SKU, EAN e UPC são três tipos de código de produto com funções distintas. O SKU é criado pela própria empresa para controle interno de estoque. O EAN é o código de barras padrão global, definido pelo fabricante. O UPC é o equivalente americano do EAN. Um mesmo produto pode e deve ter os três ao mesmo tempo, cada um cumprindo seu papel na operação.
Você abre o cadastro de produto na plataforma e aparece uma lista de campos: SKU, código de barras, EAN, UPC. Qual preencher? Qual é obrigatório? São todos a mesma coisa?
Confundir esses códigos é um dos erros mais comuns no varejo e no e-commerce. E o problema não é só estético: cadastrar o código errado no campo errado gera erros de importação, conflito de estoque e rejeição de produtos em marketplaces.
Neste artigo você vai entender o que é cada um, qual a diferença real entre eles e como usar os três de forma integrada na sua operação.

O que é SKU?
SKU (Stock Keeping Unit) é um código interno criado pela própria empresa para identificar cada produto ou variação de produto no estoque. Ele não segue nenhum padrão global: você define a estrutura, as abreviações e a lógica de formação.
Um SKU típico tem blocos separados por hífen, onde cada bloco representa um atributo do item. Exemplo: TEN-MASC-PTO-42 pode identificar um tênis masculino preto número 42.
O SKU serve para gestão interna: controle de estoque, relatórios de giro, integração entre canais de venda e operação logística. Ele não aparece no código de barras da embalagem e não precisa ser reconhecido por nenhum outro negócio além do seu.
Para uma explicação completa sobre como o SKU funciona e como criá-lo, leia: O que é SKU? Guia completo para e-commerce e varejo.
O que é EAN?
EAN (European Article Number) é o código de barras padrão internacional mais usado no Brasil e no mundo. O formato mais comum é o EAN-13, com 13 dígitos numéricos.
Ao contrário do SKU, o EAN não é criado pela loja: ele é definido pelo fabricante ou importador e segue um padrão administrado pela GS1 Brasil, o organismo responsável pela padronização de códigos de barras no país.
O EAN aparece impresso na embalagem do produto e é lido pelo leitor de caixa no ponto de venda. Ele identifica o produto de forma global: o mesmo EAN-13 representa o mesmo item em qualquer loja do mundo que o comercialize.
Atenção: Produtos vendidos no Brasil precisam ter EAN para emissão de nota fiscal eletrônica (NF-e) em muitos segmentos. Se você fabrica ou importa produtos, consulte a GS1 Brasil para registrar os seus códigos oficialmente.
O que é UPC?
UPC (Universal Product Code) é o equivalente americano do EAN. O formato mais comum é o UPC-A, com 12 dígitos numéricos. É o padrão dominante nos Estados Unidos e no Canadá.
Na prática, o EAN-13 e o UPC-A são tecnicamente compatíveis: um EAN-13 pode ser lido como UPC-A simplesmente adicionando um zero à esquerda. Por isso, a maioria dos leitores de código de barras modernos aceita os dois formatos sem distinção.
O UPC é administrado pela GS1 US. Para negócios que vendem no mercado americano, especialmente via Amazon USA ou Walmart, o UPC é exigido no cadastro de produtos.
SKU vs EAN vs UPC: comparação direta
Veja as diferenças lado a lado para não confundir mais:
| Característica | SKU | EAN-13 | UPC-A |
|---|---|---|---|
| Quem cria | A própria empresa | Fabricante ou importador | Fabricante ou importador |
| Padrão | Interno, livre | Global (GS1) | EUA e Canadá (GS1 US) |
| Formato | Alfanumérico (ex: CAM-AZ-GG) | 13 dígitos numéricos | 12 dígitos numéricos |
| Onde aparece | No sistema interno da empresa | Na embalagem do produto | Na embalagem do produto |
| Uso principal | Gestão de estoque | Ponto de venda e NF-e | Mercado americano |
| Exclusivo por empresa | Sim | Não (mesmo produto, mesmo EAN) | Não (mesmo produto, mesmo UPC) |
Um produto pode ter os três ao mesmo tempo?
Sim, e é exatamente assim que deve funcionar. Os três códigos coexistem sem conflito porque cada um cumpre uma função diferente na operação.
Pense desta forma: o EAN identifica o produto para o mundo. O SKU identifica o produto para a sua empresa. E o UPC identifica o produto para o mercado americano, se for o caso.
Um exemplo prático com uma camiseta masculina azul tamanho GG:
- SKU: CAM-MASC-AZ-GG (código interno da sua loja)
- EAN-13: 7891234567890 (código de barras do fabricante, padrão global)
- UPC-A: 012345678905 (código para venda no mercado americano, se aplicável)
No cadastro de produtos das plataformas de e-commerce, você vai encontrar campos separados para cada um. Preencha cada campo com o código correto para evitar erros de importação e rejeições nos marketplaces.
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Como cada código funciona na prática do e-commerce
Saber a teoria é útil. Saber onde cada código aparece no dia a dia é o que evita erros na operação.
No Mercado Livre
O Mercado Livre exige o EAN no cadastro de produtos para que eles sejam indexados corretamente no catálogo. O SKU pode ser inserido no campo “Código de referência do vendedor” e serve para identificar o item no painel do seller, sem aparecer para o comprador.
No Shopify e WooCommerce
Ambas as plataformas têm campos separados para SKU e código de barras. O SKU fica no campo interno de gestão. O EAN ou UPC vai no campo de código de barras, que é usado para integração com sistemas de PDV e leitores físicos.
A documentação oficial do Shopify detalha como os dois campos funcionam e como evitar conflitos no cadastro.
Na nota fiscal eletrônica
A NF-e usa o EAN como código de produto padrão. O SKU não é reconhecido pela SEFAZ e não deve ser inserido no campo de código de barras da nota. Se o produto não tiver EAN, o campo deve ser preenchido com “SEM GTIN”.

Erros comuns ao confundir SKU com código de barras
A confusão entre esses códigos gera problemas reais na operação. Os mais frequentes são:
- Inserir o SKU no campo de EAN: o sistema de PDV ou marketplace rejeita o código porque o formato alfanumérico não é aceito onde se espera um número de 13 dígitos
- Usar o EAN como SKU interno: o código fica longo, difícil de ler e impossível de personalizar para a lógica do estoque
- Deixar o campo de EAN em branco: produtos sem EAN podem ser rejeitados em marketplaces ou não aparecer no catálogo do Mercado Livre
- Criar SKUs diferentes para o mesmo produto sem mapeamento: quando um produto tem SKUs distintos por canal, é preciso registrar o mapeamento para não perder o controle do estoque consolidado
Para organizar o estoque com SKU de forma correta e evitar esses erros desde o início, leia: Como organizar o estoque com SKU: passo a passo para pequenas empresas.
Como criar o SKU certo para o seu segmento
O SKU é o único dos três códigos que você controla totalmente. Por isso, vale investir tempo para criar uma estrutura que faça sentido para o seu catálogo.
Se você vende moda, calçados, beleza ou qualquer produto com muitas variações, a estrutura de blocos com atributos específicos do segmento faz toda a diferença. Veja exemplos prontos em: Como criar SKU para loja de roupas: exemplos por categoria.
E se quiser gerar os seus primeiros códigos agora, use o Gerador de SKU Grátis da Aygo Digital. Você preenche os atributos do produto e o código é gerado automaticamente, pronto para exportar em CSV.
EAN e GTIN são a mesma coisa?
Quase. O GTIN (Global Trade Item Number) é o sistema de numeração global que engloba o EAN, o UPC e outros formatos de código de barras. O EAN-13 é um tipo de GTIN com 13 dígitos. Na prática, quando uma plataforma pede o “GTIN”, ela aceita o EAN-13. Os dois termos são frequentemente usados como sinônimos no contexto do e-commerce brasileiro.
Preciso de um EAN para vender no Mercado Livre?
Para a maioria das categorias, sim. O Mercado Livre usa o EAN para indexar produtos no catálogo unificado. Produtos sem EAN podem ser cadastrados, mas aparecem com restrições de visibilidade e não participam do catálogo principal. Se você fabrica seu próprio produto, é possível solicitar o registro de EAN na GS1 Brasil.
Posso criar um EAN por conta própria?
Não. O EAN é um código padronizado e controlado pela GS1. Criar um número qualquer de 13 dígitos e colocar em um código de barras gera um EAN inválido, que pode ser rejeitado em plataformas e sistemas de PDV. Para registrar EANs oficiais, o fabricante ou importador precisa se associar à GS1 Brasil e pagar uma anuidade conforme o tamanho do catálogo.
O SKU precisa ter um formato específico?
Não existe padrão obrigatório. O SKU é um código interno e você define a lógica. A recomendação é usar apenas letras maiúsculas, números e hífens como separadores, com blocos de 3 a 4 caracteres cada. Evite espaços, acentos e caracteres especiais porque eles causam erros em importações e sistemas de gestão.
Como preencher o campo de código de barras se o produto não tem EAN?
Em notas fiscais eletrônicas, o campo deve ser preenchido com “SEM GTIN”. Em plataformas de e-commerce, verifique as regras específicas de cada uma. O Mercado Livre, por exemplo, permite cadastrar produtos sem EAN em algumas categorias, mas com restrições de visibilidade. Nunca invente um número de 13 dígitos para simular um EAN.
UPC é necessário para vender no Brasil?
Não. O UPC é o padrão americano e não é exigido para operações no mercado brasileiro. Se você vende exclusivamente no Brasil, o EAN-13 é suficiente. O UPC só passa a ser relevante se você exportar produtos ou vender em marketplaces internacionais como Amazon USA, Walmart ou eBay americano.
Três códigos, três funções, uma operação mais profissional
SKU, EAN e UPC não competem entre si. Eles trabalham juntos em camadas diferentes da operação: o SKU cuida do controle interno, o EAN garante a rastreabilidade global e o UPC abre portas para o mercado americano.
Entender onde cada um age é o que separa uma operação amadora de uma estrutura pronta para crescer com segurança.
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E se você quer entender como o SKU impacta diretamente os resultados do e-commerce, leia: Gestão de estoque para e-commerce: como o SKU reduz erros e aumenta vendas.
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Conteúdo produzido e revisado pela equipe técnica da Aygo Digital — agência de marketing digital em Campinas, SP. Última atualização: abril de 2026.